sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Pequena Miss Sunshine (2006) - Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris



Um filme modesto pode se tornar grande. A prova é "Pequena Miss Sunshine". Cotado para disputar o Oscar de melhor roteiro original em 2007, a produção de orçamento minúsculo cativa ao abordar temas pesados (adolescência problemática, fracasso profissional, homofobia, suicídio, desilusão amorosa e drogas) sem perder o senso de humor. Tudo graças a um elenco talentoso e bem dirigido, além de diálogos enxutos e precisos. O longa é um "road movie". Uma família disfuncional atravessa o deserto, em uma kombi amarela com defeito, para levar a caçula até a Califórnia onde será disputado um concurso de beleza para crianças. No caminho, os dramas dos seis personagens se agravam, criando um clima de tensão e ânimos exaltados. Apesar da "lavagem de roupa suja" sobre quatro rodas, o filme alimenta a esperança de que a família Hoover, bem como a da platéia no cinema, tem chance de se entender e ficar unida. Um dos motivos do sucesso de público e crítica de "Pequena Miss Sunshine" é a atriz-mirim Abigail Breslin, 10, que despontou no suspense "Sinais" (2002). A garota é um prodígio. O ponto alto de Abigail coincide com o momento mais emocionante do filme, quando a garota Olive, sua personagem, tenta consolar o irmão revoltado Dwayne (o promissor Paul Dano, 23), fã de Nietzsche, após uma explosão de raiva dele contra a família. 

SÉRGIO RIPARDO Editor de Ilustrada da Folha Online

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